sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Para Ti.
Numa fria noite de Inverno
Fruto do amor e de esperança
Gerou-se em mim vida eterna
Ia nascer uma criança.
Clara foi o nome escolhido
Para a menina que chegava
A vida fazia mais sentido
A cada dia que passava.
Minha filha veio ao mundo
Sem grandes dores ou tormentos
Com ela nasceu o amor mais profundo
O maior dos sentimentos.
Os primeiros tempos foram mel
Cheios de doçura e carinho
Pouco depois tudo era fel
Só pedras no caminho.
Aos dois meses te deixei
Minha filha adorada
De teu pai te afastei
Pouco mais restava do que nada.
Saímos os dois daquela ilha
Adivinhando sofrimentos e cansaço
Levando no coração a filha
Que a vida apartava dos nossos braços.
Braços de Pai são muralhas
A maior das fortalezas
Colo de Mãe o descanso da batalha
A mais certa das certezas.
Longe de Pai e Mãe
Sem o consolo de nenhum de nós
Minha filha apenas tem
O consolo de seus avós.
Ao pior tenho escapado
Sem nunca perder a fé
Rogo a Deus pelo agrado
De voltar a ver a minha bebé.
Fruto do amor e de esperança
Gerou-se em mim vida eterna
Ia nascer uma criança.
Clara foi o nome escolhido
Para a menina que chegava
A vida fazia mais sentido
A cada dia que passava.
Minha filha veio ao mundo
Sem grandes dores ou tormentos
Com ela nasceu o amor mais profundo
O maior dos sentimentos.
Os primeiros tempos foram mel
Cheios de doçura e carinho
Pouco depois tudo era fel
Só pedras no caminho.
Aos dois meses te deixei
Minha filha adorada
De teu pai te afastei
Pouco mais restava do que nada.
Saímos os dois daquela ilha
Adivinhando sofrimentos e cansaço
Levando no coração a filha
Que a vida apartava dos nossos braços.
Braços de Pai são muralhas
A maior das fortalezas
Colo de Mãe o descanso da batalha
A mais certa das certezas.
Longe de Pai e Mãe
Sem o consolo de nenhum de nós
Minha filha apenas tem
O consolo de seus avós.
Ao pior tenho escapado
Sem nunca perder a fé
Rogo a Deus pelo agrado
De voltar a ver a minha bebé.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Uma vida, uma aventura!!!
A vida, sempre foi um processo evolutivo, e demais imprevisível, e por mais que tentamos contorna-la, ela arranja sempre forma ou jeito de nos apanhar.
Chamo me Carlos, tenho 31 anos, e sou natural dos Açores, e neste primeiro relato, venho fazer um desabafo, meio em jeito de reflexão sobre a vida.
Sei que muitos vão achar um pouco idiota estar a escrever sobre este tema, pela pouca idade que tenho, mas garanto vos que, com apenas esta idade, já tenho passado por muitas coisas menos boas nesta vida, outras porém muito boas.
Como vos disse, nasci nos Açores, tive uma infância que se pode dizer que foi boa, cresci no seio de uma família que não tinha muitas posses, mas séria, e que tudo fizeram para nos darem uma boa educação.
Mas a vida prega-nos partidas, e logo quando nós não estamos á espera.
Sem qualquer aviso ou sinal de chegada, encarei me com uma depressão enorme, que quase levou a melhor, mas DEUS tinha outros planos para mim, e com a ajuda da família e namorada, consegui dar a volta por cima, e começar a sorrir uma vez mais, e ver a vida com outros olhos.
Mas esse contentamento foi sol de pouca dura, porque em breve iria ter conhecimento da doença oncológica de um familiar próximo que me iria deitar abaixo novamente.
Passados uns anos casei me com uma linda mulher, mudamos de ilha e recomeçá-mos do zero, com um novo projecto de vida, e com muitas expectativas.
Mas nem tudo correu como nós previmos, como seria de esperar, mas lá a muito custo e com muito trabalho, muito sacrifício e suor, lá conseguimos vingar nesta aventura a dois.
Poucos anos depois, tivemos a mais feliz noticia que se pode ser na vida, dentro de 9 meses iríamos ter connosco a nossa filhinha mais querida do mundo.
Durante esse tempo, a gravidez correu lindamente, muito melhor do que era de esperar, o parto correu muito bem também, e a bebé saudável, mas como vos disse no principio, a vida consegue ser tão ingrata e imprevisível por vezes.
Apenas 2 meses depois de termos a nossa filha connosco, minha mulher sofre um enorme descolamento de retina e tivemos de vir com urgência para Lisboa, devido á gravidade do problema.
A bebé teve de ficar aos cuidados dos avós, e nós viemos á nossa sorte para Lisboa.
Desamparados, e com o mundo ás costas, chegámos a Lisboa, completamente desnorteados, e minha mulher já completamente ser ver nada, apoiando se em mim e a chorar lágrimas de desespero, em pleno aeroporto, lágrimas essas que me cortavam o coração. Dava tudo, ate a minha visão a ela, para que ela não sofresse.
Primeira operação correu bem, igualmente a recuperação, mas quando chegamos ao Açores, o problema regressou, e em poucos dias voltamos para Lisboa, para ser operada novamente de urgência, pela 2ª vez.
Desta vez, a operação foi mais longa, mas correu bem, a recuperação nem por isso, houve sempre percalços e mesmo hoje, ficámos a saber que vai ter de ser submetida a uma 3ª intervenção cirúrgica, para tentar solucionar o problema que teima em persistir.
Rezamos a todos os Santos para que esta seja a ultima operação que se realize, e que tudo volte ao normal de uma vez por todas, para podermos também ter a alegria de voltar a casa, juntamente com a nossa filha querida.
Por isso digo-vos meus amigos, por mais que a vida vos seja ingrata, vos maltrate, ou vos vire as costas, nunca desanimem, porque depois da tempestade vem a bonança, e há sempre uma solução, e há sempre um novo dia, há que ter fé e esperança.
Sei que não tenho muito jeito com as palavras, por isso peço desculpa, mas espero que este meu desabafo sirva para dar força a quem acha que a vida não presta, ou que não vale a pena.
Muito obrigado.
Chamo me Carlos, tenho 31 anos, e sou natural dos Açores, e neste primeiro relato, venho fazer um desabafo, meio em jeito de reflexão sobre a vida.
Sei que muitos vão achar um pouco idiota estar a escrever sobre este tema, pela pouca idade que tenho, mas garanto vos que, com apenas esta idade, já tenho passado por muitas coisas menos boas nesta vida, outras porém muito boas.
Como vos disse, nasci nos Açores, tive uma infância que se pode dizer que foi boa, cresci no seio de uma família que não tinha muitas posses, mas séria, e que tudo fizeram para nos darem uma boa educação.
Mas a vida prega-nos partidas, e logo quando nós não estamos á espera.
Sem qualquer aviso ou sinal de chegada, encarei me com uma depressão enorme, que quase levou a melhor, mas DEUS tinha outros planos para mim, e com a ajuda da família e namorada, consegui dar a volta por cima, e começar a sorrir uma vez mais, e ver a vida com outros olhos.
Mas esse contentamento foi sol de pouca dura, porque em breve iria ter conhecimento da doença oncológica de um familiar próximo que me iria deitar abaixo novamente.
Passados uns anos casei me com uma linda mulher, mudamos de ilha e recomeçá-mos do zero, com um novo projecto de vida, e com muitas expectativas.
Mas nem tudo correu como nós previmos, como seria de esperar, mas lá a muito custo e com muito trabalho, muito sacrifício e suor, lá conseguimos vingar nesta aventura a dois.
Poucos anos depois, tivemos a mais feliz noticia que se pode ser na vida, dentro de 9 meses iríamos ter connosco a nossa filhinha mais querida do mundo.
Durante esse tempo, a gravidez correu lindamente, muito melhor do que era de esperar, o parto correu muito bem também, e a bebé saudável, mas como vos disse no principio, a vida consegue ser tão ingrata e imprevisível por vezes.
Apenas 2 meses depois de termos a nossa filha connosco, minha mulher sofre um enorme descolamento de retina e tivemos de vir com urgência para Lisboa, devido á gravidade do problema.
A bebé teve de ficar aos cuidados dos avós, e nós viemos á nossa sorte para Lisboa.
Desamparados, e com o mundo ás costas, chegámos a Lisboa, completamente desnorteados, e minha mulher já completamente ser ver nada, apoiando se em mim e a chorar lágrimas de desespero, em pleno aeroporto, lágrimas essas que me cortavam o coração. Dava tudo, ate a minha visão a ela, para que ela não sofresse.
Primeira operação correu bem, igualmente a recuperação, mas quando chegamos ao Açores, o problema regressou, e em poucos dias voltamos para Lisboa, para ser operada novamente de urgência, pela 2ª vez.
Desta vez, a operação foi mais longa, mas correu bem, a recuperação nem por isso, houve sempre percalços e mesmo hoje, ficámos a saber que vai ter de ser submetida a uma 3ª intervenção cirúrgica, para tentar solucionar o problema que teima em persistir.
Rezamos a todos os Santos para que esta seja a ultima operação que se realize, e que tudo volte ao normal de uma vez por todas, para podermos também ter a alegria de voltar a casa, juntamente com a nossa filha querida.
Por isso digo-vos meus amigos, por mais que a vida vos seja ingrata, vos maltrate, ou vos vire as costas, nunca desanimem, porque depois da tempestade vem a bonança, e há sempre uma solução, e há sempre um novo dia, há que ter fé e esperança.
Sei que não tenho muito jeito com as palavras, por isso peço desculpa, mas espero que este meu desabafo sirva para dar força a quem acha que a vida não presta, ou que não vale a pena.
Muito obrigado.
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